Plataforma Continental

A Plataforma Continental Brasileira começou a se formar durante a abertura do Oceano Atlântico, sendo composta principalmente por sedimentos vindos do continente e restos de seres vivos.
É uma das partes mais ricas dos oceanos, onde vivem a maioria dos seres marinhos, sendo a região mais explorada pelo homem, onde está o petróleo e a zona pesqueira.
Se o mar secasse, a paisagem apresentaria um relevo irregular, com platôs, escarpas, vales, cânions e canais, terminando num gigante talude (com mais de 3 mil metros de profundidade). 
Repare que a Costa do Dendê está assentada sobre a parte exposta da plataforma continental e, como vimos, no passado ela já esteve embaixo d’água

Sedimentos da Plataforma

A distribuição dos sedimentos na plataforma está associada a diversos fatores, como correntes marítimas, quantidade e composição dos sedimentos, clima e variações do nível do mar. 
Silva (2011) analisou a composição dos sedimentos da plataforma na Costa do Dendê, encontrando principalmente lama, areia e cascalho. 
A presença de cascalho nas áreas mais afastadas da costa, onde hoje não há energia suficiente para deposição de sedimentos grossos, nos sugere que esses sedimentos foram acumulados em uma época de mar baixo.
De acordo com o autor, esses são sedimentos relíquia e palimpsestos.

Sedimento relíquia é aquele que se acumulou em tempos passados. Isso significa que o local onde ele se encontra hoje era diferente quando o sedimento chegou ali. Os fragmentos que sobreviveram às mudanças lá estão desde a época em que o ambiente era outro, portanto são considerados relíquias com memórias de outros tempos.
O cascalho presente nas áreas mais profundas da plataforma foi depositado numa época em que o nível do mar estava mais baixo e o cascalho situava-se próximo à costa, onde os movimentos das correntes têm energia para depositar sedimentos grosseiros.
O termo “palimpsestos” tem origem grega e refere-se aos pergaminhos que os medievais raspavam e apagavam para sobre eles escrever novamente. Portanto, os pergaminhos são mais antigos que as inscrições que trazem em si. Os sedimentos são como os pergaminhos: na superfície dos grãos apresentam características microtopográficas que refletem sua história, de onde vieram e por onde passaram.
Hoje os cascalhos estão sobre águas mais profundas, um ambiente diferente daquele em que foram recebidos, por isso são chamados de relíquias, pois trazem memórias de um tempo de mar baixo.
As correntes marinhas trazem novas camadas de sedimentos finos que se depositam junto ao cascalho. 
O movimento da água e dos novos sedimentos retrabalha o cascalho, desgastando sua superfície, apagando parte da sua história e escrevendo novas linhas, o que permite dar-lhes o nome de palimpsestos, pois os grãos são mais antigos do que as informações que estão sendo escritas em sua superfície.
Um pouco abstrato, não é? Os desenhos a seguir podem esclarecer!

Ilustrações retirada do livro "História Natural da Bahia"

Museu_de_História_Natural_da_Bahia_-_Cos

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